A egiptologia francesa e mundial perdeu um dos seus nomes mais importantes, Jean Yoyotte, falecido no passado 1 de Julho em Paris com 81 anos.
Yoyotte destacou-se na direcção de escavações arqueológicas em Tânis, cidade da região oriental do Delta particularmente relevante durante o período da XXI e XXII dinastias. Foi ainda autor de várias obras dirigidas ao grande público, da qual se destaca o Dictionnarie de la civilization égyptienne de 1959.
Vale a pena recordar duas entrevistas com Yoyotte, a primeira publicada em 1996 no L’ Express e outra de 2007 na revista L’Histoire.
O Museu das Crianças de Indianápolis abriu no passado 27 de Junho uma exposição dedicada a Tutankhamon, faraó da XVIII dinastia egípcia (Império Novo). A exposição apresentará mais de 100 objectos oriundos do túmulo do faraó, para além de peças relacionadas com outros soberanos egípcios. O evento, organizado pela National Geographic, estará patente ao público até 25 de Outubro de 2009. A este respeito o jornal Al-Ahram Weekly dedicou uma reportagem que pode ser lida aqui.
O Museu Oriental de Durham ( Reino Unido) abriu ontem, dia 10 de Julho, uma nova galeria dedicada ao Antigo Egipto. O material da coleccção integra objectos datados desde a época pré-dinástica até ao período copta.
A colecção é o resultado da junção da colecção do 4º Duque de Northumberland (mais de 2500 objectos) e da colecção do magnata Henry Wellcome (cerca de 4000 objectos). Mais informações na página do museu.
Pormenor da Estela de Minnakht, chefe dos sacerdotes em Akhmin.
Datada do reinado de Ai, século XIV a.C. Museu do Louvre, Paris.
Fonte: Flickr. Autor: Clio20. Licença: CC-by-nc-sa/2.0
Mais informações sobre esta peça na página do Museu do Louvre.
Um vídeo sobre a galeria de antiguidades egípcias do Walters Art Museum, um museu localizado em Baltimore, Maryland. Infelizmente, o vídeo não tem som.
A Universidade de Exeter (Reino Unido) está a aceitar inscrições para a frequência de pequenos cursos sobre o Antigo Egipto ministrados em regime de ensino à distância. Os cursos iniciam-se em Outubro deste ano e prologam-se até Março de 2010. De salientar que estes não conferem créditos académicos.
Toda a informação sobre o perfil dos destinatários, programa dos cursos, assim como preço e formas de pagamento na seguinte ligação.
O grupo Glypthstudy está a aceitar inscrições de interessados em aprender hieróglifos numa base essencialmente de auto-estudo. Os participantes deverão escolher e possuir uma das seguintes três obras, que funcionará como uma espécie de manual do “curso”:
- Middle Egyptian Grammar de James Hoch;
- How to Read Egyptian Hieroglyphs: A Step-by-Step Guide to Teach Yourself de Mark Collier e Bill Manley;
- Middle Egyptian: An introduction to the Language and Culture of Hieroglyphs de James Allen.
Os grupos iniciam as actividades no próximo dia 12 de Julho, já estando a decorrer a inscrição e selecção dos participantes. Se está interessado em participar deverá possuir uma Yahoo! ID (se tem uma conta de e-mail no Yahoo!, então já tem uma Yahoo! ID) e enviar um e-mail aos endereços referidos em baixo. Assim:
- Para a obra de Hoch, envie uma mensagem ao Bob para manske_r [at] yahoo.com com a palavra “HOCH” no campo assunto (substitua [at] por @);
- Para a obra de Collier e Manley envie uma mensagem à Angela para manna1[at]btopenworld.com com o assunto “C&M 2009″ (substitua [at] por @, isto foi assim colocado para evitar que bots de spam apanhem os endereços das pessoas em causa);
- Para a obra de Allen envie um e-mail à Angela no e-mail referido anteriormente colocando “Allen 2009″ no campo reservado a assunto.
A participação é gratuita, mas tenha em conta que o Glyphstudy não é um grupo de discussão sobre o Antigo Egipto, mas sim um grupo de estudo dedicado à língua egípcia (em particular a que se chama “egípcio médio”). Poderá utilizar um pseudónimo no grupo, mas deverá revelar o seu primeiro e último nome às pessoas com as quais contacta para realizar a sua inscrição e às quais deve manifestar o seu interesse pessoal. Todos os pormenores aqui.
Via Talking Pyramids
“Remember the Time” do álbum “Dangerous” (1992).
O vídeo é óptimo, apesar de jogar com a teoria do afrocentrismo que entre outras coisas postula que os antigos egípcios eram negros e que as suas realizações civilizacionais foram “roubadas” pelos Gregos, de onde passaram para a Europa que até hoje procura esconder esta “verdade” por uma questão de mero racismo. Diga-se que estas teorias são encaradas como pseudo-história e encontram-se afastadas do “mainstream” da egiptologia.
Eddie Murphy faz de Ramsés e a modelo Iman de Nefertiti (assim sugere a coroa), embora estes não tenham sido um casal real (Ramsés teve como esposa principal Nefertari, enquanto que Nefertiti foi esposa de Akhenaton). As mulheres cobertas com véus que dançam com o Michael por volta de 5:16 são mais projecções de uma visão do Oriente com um local de sensualidade e mistério do que propriamente exemplos de mulheres no Antigo Egipto. O vídeo também transmite a ideia do faraó como um monarca cruel, uma visão que nos foi transmitida em larga medida pela história do Êxodo na Bíblia.






